Em
2016, 183 crianças foram adotadas no Rio
Grande do Norte, aponta relatório da Coordenadoria Estadual da Infância e
da Juventude (CEIJ). O número inclui desde crianças adotadas por pessoas
inscritas no Cadastro Nacional de Adoções até aquelas adotadas com a anuência
dos pais, por familiares próximos ou pelo cônjuge de um dos pais biológicos, na
adoção unilateral.
Os
dados mostram que prevalece a “preferência
por crianças do sexo feminino até 6 anos de idade ou do sexo masculino até 4
anos, sendo bastante incomum interesse fora desses casos”, diz o secretário
executivo da CEIJ, João Francisco de
Souza. Também de acordo com a Coordenadoria, além das mais velhas,
dificilmente são escolhidas as crianças negras, indígenas, portadoras de
deficiência ou doenças crônicas e os grupos de irmãos.
No
estado, 283 pais considerados aptos e 23 crianças e adolescentes estão
cadastrados no Cadastro Nacional de Adoções. Apesar disso, por causa do perfil,
a maioria nos órfãos não encontrará uma família, afirma a CEIJ, que realiza
ações de incentivo à adoção dessas crianças, principalmente durante os cursos
preparatórios para quem pretende adotar.
Cursos
Os
cursos preparatórios para pais adotivos acontecem em várias cidades do estado.
Em Natal, os cursos serão realizados
nos meses de março, maio, julho, setembro e novembro pela Segunda Vara da
Infância e da Juventude. No interior, a CEIJ ministrará cursos nos Foros
Regionais da Infância e da Juventude da comarca de Caicó, em abril; de Pau dos
Ferros, em junho; de Macau, em julho; de Nova Cruz, em agosto; e de João
Câmara, em outubro.

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