O
governador Robinson Faria (PSD) afirmou que a polícia ainda não
invadiu o presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, para evitar um
novo “Carandiru”. No último sábado,
os presos se rebelaram e deixaram 26 mortos. Três dias depois, os presos ainda
dominam unidade. Em imagens, vários deles aparecem sobre o telhado do presídio.
No
dia 2 de outubro de 1992, 111 presos foram mortos na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, depois de uma invasão da Polícia Militar. A confusão começou justamente depois de uma briga
entre os presos – nada comparável, porém, à guerra entre facções que terminou
com dezenas de mortos, vários decapitados, em Alcaçuz.
“O que podemos fazer? Entrar lá e matar os
presos?”, perguntou “O Estado não
pode recuar. Eles quebraram totalmente o pavilhão 5. Mas a situação está sob
controle. A polícia conseguiu controlar. Estamos enfrentando essa crise com
muita serenidade”, afirmou. Para ele, o que aconteceu no presídio foi uma
vingança pelo ocorrido no Amazonas,
quando 56 presos ligados ao PCC
foram mortos. “Identificamos os seis
líderes do motim em Alcaçuz e eles serão transferidos para presídios federais”.
Segundo o governador, a prioridade agora é evitar fugas de presos.

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