O
corpo do mergulhador Joumar Andrade de
Macedo, de 28 anos, foi retirado do mar na manhã desta segunda-feira (20).
Joumar se afogou no domingo (19) à tarde enquanto pescava na companhia de um
amigo no Batente das Agulhas, ponto
de mergulho próximo a Muriú, no litoral
do Rio Grande do Norte. Ele
praticava pescaria em apneia, com arpão.
Segundo
um familiar que preferiu não se identificar, o colega de pescaria relatou que
Joumar foi dar um último mergulho e não voltou mais. Ele teria saído à procura
do amigo, mas contou que, quando o encontrou, ele já estava inconsciente.
Joumar era casado e tinha uma filha de sete meses.
Isso
aconteceu ontem por volta das 14h30, em alto-mar. O Corpo de Bombeiros foi
acionado entre as 16h e 17h e saiu em busca do corpo às 11h de hoje. De acordo
com o subtenente Ribeiro, que acompanhou a operação, o motivo da demora foi a
falta de um barco da Capitania dos Portos grande o suficiente para fazer o
resgate.
Os
bombeiros zarparam do Iate Clube de Natal, resgataram o corpo e voltaram para a
capital pelo mar. Segundo o subtenente Ribeiro, Joumar foi encontrado 18 metros
abaixo da superfície. No Batente das Agulhas, que é considerado um dos melhores
pontos de mergulho do país, a profundidade máxima é de 24 metros.
O
corpo de Joumar foi levado para o Instituto Técnico-Científico de Perícia
(Itep), onde foi identificado pela família. Os peritos determinaram a causa da
morte como afogamento.
Sem respiração
A
pesca submarina é feita sem cilindro de oxigênio ou outro tipo de aparelho de
respiração artificial, mas podem ser usadas armas, como o arpão. No Brasil, é
proibido usar cilindro para a prática, que pode se tornar predatória. A pesca
submarina é considerada arriscada, já que, se ficar sem oxigênio por tempo
demais, o mergulhador pode desmaiar e se afogar.

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