A
atleta belga Marieke Vervoort vive
um dos maiores dramas de sua vida. Detentora dos recordes mundiais para os 400,
800, 1.500 e 5 mil metros rasos disputados em cadeiras de roda e confirmada
para participar dos Jogos Paraolímpicos
do Rio de Janeiro, Marieke pedirá a eutanásia logo após o torneio.
Seu
desejo tem um motivo claro: as dores insuportáveis que sofre por conta de uma
síndrome degenerativa que paralisa suas pernas e que provoca desmaios na atleta
ao longo do dia. Segundo ela, estas dores também não a deixam dormir mais do
que 10 minutos por noite. “Todo mundo me
vê com a medalha de ouro, mas ninguém vê o lado obscuro”, desabafou a belga
em entrevista ao jornal francês Le
Parisien.
Antes
de ser diagnosticada com a doença em 2008, Marieke havia sido duas vezes campeã
do mundo de triathlon, além de ter participado de competições de Ironman. Já
usando cadeira de rodas, competiu nos Jogos
Paraolímpicos de Londres, em 2012, e conquistou uma medalha de ouro nos 100
metros rasos e outras duas medalhas de prata, nos 200 e 400 metros rasos.
Seu
maior desejo antes de pedir a eutanásia – procedimento liberado na Bélgica
desde 2002 para doentes incuráveis que padeçam de um sofrimento físico e
psíquico insuportáveis, é poder terminar no pódio nos Jogos do Rio. “O Rio é meu último desejo, espero acabar
minha carreira com um pódio. Quero que todos tenham uma taça de champanhe na
mão e um pensamento feliz para mim”.

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